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terça-feira, 4 de julho de 2023

Retaliação? China restringe exportação de materiais para produção de semicondutores nos EUA

A China anunciou novas regras que visam restringir a exportação de metais importantes usados na indústria de semicondutores, telecomunicações e outras áreas tecnológicas. As sanções são uma resposta aos embargos comerciais impostos pelos Estados Unidos, que bloquearam o fornecimento de diversos componentes ao país asiático.


O gálio e o germânio são os elementos centrais das restrições impostas pela nação do leste asiático. Conforme anunciado pelo Ministério do Comércio da China nesta segunda-feira (03), as empresas do país deverão obter uma licença de exportação para comercializar esses materiais e produtos derivados a partir de 1º de agosto de 2023.


Além de ser a maior exportadora de germânio do mundo, a China detém 94% da produção mundial de gálio. Esses metais são fundamentais para a produção de alguns dos componentes que estão no centro da guerra comercial entre Pequim e Washington, portanto, é esperado que as novas restrições tenham impacto significativo na indústria.


A iniciativa não deve prejudicar a produção de processadores e placas de vídeo, contudo, o arsenieto de gálio e nitreto de gálio são substâncias primordiais para amplificadores de radiofrequência, painéis de LED, entre outros dispositivos.


“Será disruptivo”, comentou Anthony Lipmann, diretor da comercializadora de metais Lipmann Walton & Co, em entrevista à Bloomberg. “Germânio e gálio são absolutamente críticos para as indústrias de alta tecnologia”, disse o executivo.


A abundância desses metais no território chinês permite que os produtos sejam ofertados por preços acessíveis, e o minério em outros países pode ser relativamente mais caro. Contudo, a iniciativa pode forçar países a explorarem formas economicamente mais viáveis para a obtenção dos materiais, o que reduziria o domínio de mercado da China.


Outros países que produzem gálio incluem o Japão, Coreia do Sul, Rússia e Ucrânia, de acordo com o CRU Group, empresa de análises da indústria de metais. O germânio também é produzido no Canadá, Bélgica, Rússia e nos Estados Unidos.


As medidas promovidas são anunciadas após maiores tensões entre os países. O governo de Joe Biden estaria planejando o bloqueio da exportação de chips utilizados em inteligência artificial à China, segundo familiarizados com o assunto. A potência asiática teria retaliado com uma restrição que impede o uso de hardware da Micron.


Além da disputa tecnológica com os Estados Unidos, a China também deve enfrentar uma corrida com países da Europa. Um investimento de cerca de 43 bilhões de euros para o desenvolvimento da indústria local de semicondutores está nos planos da União Europeia, a fim de alcançar o nível tecnológico da potência norte-americana e asiática.


A Alemanha, recentemente, revelou um plano para reduzir dependência de tecnologias e materiais da China. O intuito é “proteger a segurança nacional” através da formação de novas alianças estratégicas com a Índia e países da América Latina.


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