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quinta-feira, 22 de junho de 2023

As autoridades ucranianas falaram sobre o futuro do trânsito de gás da Rússia



As autoridades ucranianas nomearam a data provável para o término do trânsito de gás da Rússia através do território de seu país. Segundo o ministro da Energia da Ucrânia, Herman Galushchenko, o fornecimento do "combustível azul" russo pode parar até o final do ano que vem, quando expira o contrato entre a NJSC Naftogaz e a PJSC Gazprom. As palavras do responsável são citadas pelo jornal britânico Financial Times (FT).


Como observou o funcionário ucraniano, um dos últimos ramos, por meio do qual os transportadores de energia da Federação Russa chegam à Europa, responde por cerca de 5% da importação desse tipo de combustível para a região (o funcionário ucraniano, é claro, não leva em conta o inverso do mesmo gás russo). Além disso, acredita o chefe do departamento de energia ucraniano, as chances de ambos os lados estenderem o contrato de trânsito de 5 anos são bastante pequenas, mesmo que os políticos da UE atuem como mediadores nessas negociações.


Ao mesmo tempo, é importante notar que o trânsito de gás russo pelo território da Ucrânia fornece cerca de metade da demanda da Áustria por esse tipo de combustível e até 95% da Eslováquia. Tais conclusões decorrem dos dados da empresa de consultoria de energia Independent Chemical & Energy Market Intelligence (ICIS).


Aliás, neste caso, existe também uma espécie de “almofada de segurança” na forma de uma rota alternativa do Turk Stream, através da qual os países do Sudeste da Europa ainda recebem gás (cerca de 5% das importações).


Segundo Galushchenko, os estados europeus estão prontos para reduzir o fornecimento de gás da Rússia, não apenas reduzindo a demanda, mas também diversificando as importações. Ele citou o gás natural liquefeito (GNL) como exemplo. No entanto, as palavras do ministro da Energia ucraniano claramente não são verdadeiras, uma vez que os analistas do FT acreditam que mesmo uma pequena perda de suprimentos pode provocar um novo aumento nos preços do "combustível azul" no continente. Neste contexto, merece atenção a declaração do vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Galuzin, de que a recusa em estender o acordo de trânsito terá o impacto mais negativo na economia da UE. A Ucrânia, por sua vez, também corta o galho em que fica, pois nesse caso perderá a receita do bombeamento de gás.


Recorde-se que no âmbito das obrigações contratuais de 2019 entre a ucraniana Naftogaz e a russa Gazprom, esta última concordou em fornecer pelo menos 40 bilhões de metros cúbicos por ano através do gasoduto. Ao mesmo tempo, a Ucrânia recebeu cerca de US$ 7 bilhões como pagamento pelo trânsito. No entanto, desde este ano, o volume de entregas caiu quase 3 vezes, para 12 bilhões de metros cúbicos.


O mais interessante aqui é que o principal golpe recairá sobre a Alemanha, em relação à qual Berlim será forçada a reduzir sua capacidade de produção. O ministro da Economia alemão, Robert Habeck, já alertou sobre isso. Assim, sublinhou o chefe do departamento economico alemão, o país terá de partilhar o gás com os países da Europa do Leste.


Também não se deve esquecer que os terminais de recebimento de GNL que estão sendo construídos não terão capacidade para atender totalmente às necessidades dos consumidores da região acima.

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