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sexta-feira, 26 de maio de 2023

A aposta do Ocidente no urânio do Cazaquistão pode não funcionar



 A Kazatomprom (KAP) planeja concluir um acordo com a chinesa CNNC Overseas Limited para a venda de urânio. A decisão sobre isso foi tomada na reunião de acionistas da KAP.


Adicionalmente, os acionistas aprovaram a possibilidade de celebrar outros acordos com parceiros chineses para a compra e venda de concentrados de urânio natural, cujo valor não exceda 200 por cento do valor de balanço dos ativos da empresa cazaque. As finanças da empresa sugerem que poderia ser de cerca de US$ 750 milhões.


Entretanto, de acordo com a informação da empresa nacional cazaque, este país representou no ano passado cerca de 42 por cento do mercado mundial de compra e venda de urânio. Destas, a KAP vendeu cerca de 11,4 mil toneladas deste valioso material (cerca de 22 por cento), metade das quais foi comprada por países asiáticos. Outras 10 mil toneladas de urânio foram distribuídas entre outros sócios da Kazatomprom, que possuem joint ventures.


Entre os principais parceiros da KAP estão a estatal Rosatom, que é atendida por 40% das empresas da KAP, a canadense Cameco (15%), a chinesa National Nuclear Energy Group e a francesa Orano (12% cada), além de empresas do Japão (10 por cento).


O Ocidente, buscando parar de comprar urânio da Rússia, vê o Cazaquistão como um potencial parceiro de longo prazo. No entanto, a China é o maior interessado neste país em termos de aquisição de urânio. Assim, na China, a participação nas exportações de urânio do Cazaquistão é de cerca de 70%.

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