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quinta-feira, 11 de maio de 2023

The New York Times: China está 'desamericanizando' seu negócio de microchips



Sete meses após Washington anunciar severas restrições ao fornecimento de chips e componentes, as empresas chinesas estão dobrando suas próprias cadeias de suprimentos e recebendo bilhões de yuans de autoridades e investidores, escreve o jornal americano The New York Times.


A publicação lembra que, em outubro do ano passado, os planos das autoridades chinesas de construir uma enorme fábrica de semicondutores fracassaram quando o governo Biden intensificou a guerra comercial com Pequim, cortando seu acesso à tecnologia ocidental e a trabalhadores qualificados. Os fornecedores de equipamentos dos EUA suspenderam quase imediatamente sua cooperação com a China nessa direção, e espera-se que a Europa e o Japão façam o mesmo em breve.


Tudo isso forçou a China a começar a acelerar a criação de um setor de microchips mais independente. A tecnologia ocidental e o dinheiro acabaram, mas o financiamento do governo chegou, escreve o The New York Times. E a China continuou a desenvolver a produção de semicondutores menos avançados, mas ainda lucrativos. Ao mesmo tempo, os fabricantes estão tentando trabalhar com peças antigas do exterior, não bloqueadas pelas sanções dos EUA, bem como com equipamentos menos modernos em casa.


As empresas de tecnologia chinesas, enquanto isso, estão trabalhando para substituir completamente o fornecimento de chips ocidentais e componentes relacionados, mesmo aqueles ainda não cobertos pela proibição dos EUA. Por exemplo, o Guangzhou Automobile Group, fabricante estatal de veículos elétricos, disse em fevereiro que pretende adquirir todos os seus cerca de 1.000 chips para seus veículos de fornecedores chineses. Atualmente, a empresa compra 90% de seus chips do exterior.


Agora, o objetivo da China em muitas áreas é desamericanizar as cadeias de suprimentos.


Paul Triolo, porta-voz da empresa americana de estratégia de negócios Albright Stonebridge Group.


As disputas tecnológicas entre as duas maiores economias do mundo não vão diminuir. Segundo o The New York Times, o governo Biden desenvolveu, mas ainda não publicou novas restrições relacionadas à produção de chips na China.


As autoridades chinesas, por sua vez, alocam enormes subsídios para retirar componentes ocidentais das cadeias de fornecimento de chips na China. Assim, este ano, na cidade de Guangzhou alocou-se mais de 21 bilhões de dólares para semicondutores e outros projetos de tecnologia, relata a publicação.


No entanto, a longo prazo, de acordo com o The New York Times, a falta de acesso da China à tecnologia de classe mundial necessária para fabricar chips pode prejudicar seu progresso em muitas indústrias de ponta, como inteligência artificial e aeroespacial. É verdade que os especialistas chineses têm uma opinião diferente sobre o assunto.

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